Teacher Daniel

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About teacher Daniel

The start

Sou de uma família humilde,  nascido em Brasília em 12 de junho de 1981. Dia dos namorados! Tudo bem, eu vou te contar como começou a minha relação amorosa com a língua inglesa. Vamos lá? Bem, aos 10 anos de idade caiu a ficha do inglês, eu de um lado jogando videogame e do outro, a minha mãe sempre ouvindo músicas em inglês, o que despertou a minha curiosidade em entender o que aquelas letras de música diziam. Assistíamos também a muitos filmes legendados na época. Gostávamos de assistir filmes com a voz original dos atores, e não a versão dublada. Vendo a  minha empolgação, alegria e motivação, a minha mãe disse: “Menino, vou te matricular em um curso de inglês“. Eu achei a ideia sensacional. Topei na hora. Imagina! Eu conseguiria a partir dali ouvir músicas e assistir filmes em inglês!

Esse episódio aconteceu no ano de 1995, quando o acesso aos cursos de idiomas era restrito a alunos de classe média ou de classe média-alta. A alternativa que tínhamos era então me matricular em uma escola pública, chamada CILT (Centro Interescolar de Línguas de Taguatinga). A matrícula naquela escola era muito concorrida, daí o motivo pelo qual tivemos que passar a noite na fila. Saímos de casa às 10 horas da noite fomos rumo à escola. Eu sem entender muito disse: “nossa mãe, mas isso é hora de ir para a escola?” E ela me disse: “leve o seu casaco pois vamos dormir fora”. Eu meio sem entender peguei meu casaco, dei as mãos para a minha mãe e lá fomos nós. Já chegando ao nosso destino, ao virar a esquina, mal pude acreditar naquela fila enorme que dava volta no quarteirão. Ao chegar lá perguntei: “Nossa, mãe, será que vamos conseguir? Olha quanta gente!” Minha mãe astutamente, como sempre foi, me disse: “Quem luta sempre alcança, meu filho. E a sua hora vai chegar.” Durante a madrugada algumas pessoas dormiam, outras conversavam, alguns senhores jogavam dominó e os jovens em sua grande maioria achavam tudo aquilo um tédio. Pois bem,  já eram 07 da manhã quando as senhas começaram a ser distribuídas. Fizemos a minha matrícula e ali começava a minha nova vida a qual os meus pais entitularam na época de “jornada“.

Fiz o curso completo com duração de 05 anos – com muitos colegas desistindo no meio do caminho pois diziam ser muito difícil e que não precisariam de inglês porque viviam no Brasil onde se fala português. Eu olhava aquilo e pensava comigo: “Bem, eu vou não vou desistir do curso porque eu preciso entender o que as letras das músicas dizem e quem sabe um dia viajar mundo afora“. Pois bem, lá no curso conheci uma garota que era muito fera no inglês. Ela era a melhor da turma. Todos os garotos queriam praticar inglês com ela e todas as garotas, claro, a invejavam. Menciono essa garota pois ela foi também uma motivação que tive durante o curso. Eu, tímido e admirador daquela beleza e enorme competência, pensava comigo: “Um dia a professora vai falar para eu conversar com ela em inglês durante as atividades de aula”. Puro sonhador, coitado do Teacher Daniel. Após dois anos e meio de curso chegamos ao nível intermediário, e ela simplesmente não apareceu nas duas primeiras aulas. O que tinha acontecido? Ela tinha mudado de nível, foi para o avançado. “Pronto, lá se foi a minha paquera-motivação”. Para a minha sorte, certo dia a encontrei no corredor e perguntei como ela tinha conseguido. Ela me disse: “Bem, Daniel, eu escuto inglês todos os dias no meu Walkman, assisto várias vezes o mesmo filme ou cena e escuto música todos os dias.” Uau, pensei: essa garota é demais! Pois bem, continuei a estudar, ouvir músicas e assistir filmes em inglês. Bem, continuei, terminei o curso, mas para a minha surpresa, não estava fluente, tampouco conseguia entender as letras, filme ou sequer manter uma conversa em inglês com segurança. Opa, você já passou ou está passando por isso também? Aha, não te disse que tínhamos algo em comum?

Garota, eu vou pra Califórnia!

Bem, no ano de 2001, após um ano de serviço militar obrigatório – o qual fui voluntário – vivenciei um pequeno dilema, sinceramente nada difícil de decidir. Tinha acumulado uma poupança ao longo dos anos que me possibilitaria comprar um carro ou fazer um intercâmbio de um mês. Sem titubear escolhi o intercâmbio. Alguns familiares e colegas me diziam: “Você é maluco! Vai voltar depois de um mês e vai andar de ônibus ou a pé! Vai perder várias gatinhas. Você está com 19 anos, Daniel. Depois você faz esse intercâmbio. Vamos curtir!” E eu disse primeiramente para mim mesmo: NÃO! Eu vou SIM viajar, passar um mês lá e voltarei com um inglês impecável. E então parti para San Diego na Califórnia, EUA, no dia 03/06/2001. Lá chegando, adivinha: a suposta família que iria me pegar no aeroporto não apareceu! Depois de uma hora e meia de espera uma senhora apareceu segurando um papel com o meu nome. Foi sem sombra de dúvidas um momento emocionante e inesquecível. Pois bem, foram 30 dias de convivência com uma família nativa onde pude vivenciar o inglês em sua totalidade.

Fiz o meu curso de intercâmbio na UCSD Universidade da Califórnia de San Diego com duração de 1 mês (já conseguia me comunicar – o básico – com os nativos e entender boa parte das músicas e filmes). Ao final do curso era chegada a hora de retornar para casa. Na noite anterior ao meu retorno decidi ligar para a minha mãe. Ela super empolgada ao telefone dizia: “Filho lindo da mamãe, estamos todos te esperando amanhã para recebê-lo com muita alegria. Vamos ter uma festa!”. Meus olhos encheram de lágrimas naquele momento, respirei fundo e disse: “Minha mãe, você sabe que eu te amo, né? Mas, eu não voltarei para casa amanhã.” Pude perceber o timbre de sua voz mudar. Um pouco trêmula ou incrédula, talvez. Ela então respondeu: “O quê? Você só pode estar brincando, hahaha”. E eu disse, mãe, é o seguinte: estou aqui há trinta dias, mas o meu inglês está não está tão fluente como sonho e preciso. Não consigo comunicar além do básico. Preciso ficar mais um tempo.” E ela, tadinha, desesperada, dizia: “Daniel, eu quero você aqui amanhã. Não ouse desobedecer a sua mãe. Chega de viagem. Está na hora de voltar para casa e seguir a sua vida normalmente”. Percebi que não adiantaria o que eu dissesse, só a deixaria mais nervosa. Então disse: “Agarre este beijo no seu coração. Te amo. Te ligo depois”. E então segui em busca do meu sonho.

Durante o período de residência nos EUA batia uma vontade de voltar para casa. Quanta saudade do arroz com feijão da terrinha. Mas eu sabia onde queria chegar: na fluência! Então lá se foram dois anos de residência. Durante esse dois anos, eu precisava encontrar uma forma de ter mais contato com os nativos, ou estrangeiros que falassem inglês. Então, procurei cursos dentro da própria UCSD. Contudo, eu não sabia que os cursos naquela renomada universidade seriam pagos, e eu não tinha condições de arcar com tais custos. Diante desse cenário, perguntei ao meu padrasto e a colegas se eles conheciam alguma alternativa e eles me disseram que muitos estrangeiros residentes nos EUA que não tinham condições de arcar com cursos pagos faziam cursos gratuitos em escolas da região. Peguei a minha bicicleta e fui então em busca dessas escolas. Lembro até hoje. Na minha primeira investida (em Point Loma), percorri cerca de 15 km e ao chegar na escola, ela estava fechada para momento de coordenação dos docentes. Pedalei os 15km de volta para casa com a certeza de que no dia seguinte voltaria e conseguiria me matricular. Dito e certo. No dia seguinte voltei à escola e consegui me matricular no curso de inglês para estrangeiros. E aí me veio outra grande surpresa. Fui nivelado no pré-intermediário. Em um primeiro momento fiquei um pouco desapontado, pois havia estudado por cinco anos no Brasil mais um mês na UCSD. Resumindo, fiquei meio sem entender. Quando do início das aulas a professora explicou a cada um dos alunos que eles nivelavam os alunos por baixo para que pudessem melhorar seus sotaque e pronúncia e que posteriormente os alunos serão realocados em seus níveis de fato (bem interessante, né?). Quanto ao alunos da turma? Eles eram de diversas nacionalidades, praticamente de todos os continentes. Eu era o único brasileiro. Adorei isso, pois tinha a certeza de não ter a tentação de falar português com conterrâneos. Pois bem, finalizei o curso com duração de três meses. Agora sim, cercado de estrangeiros, já estava motivado a ir ao supermercado e lojas, sozinho, e pedir alguma informação, ir ao cinema e assistir aos filmes sem legenda e, participar dos eventos e festas com amigos que fiz durante o curso. Ou seja, eu estava com a motivação em alta. Daí aproveitei e pensei comigo: “Eu tenho que continuar, ir adiante“. Em inglês descobri a expressão equivalente: go the extra mile para expressar esse desejo de não desistir, ir até o fim.

Pois bem, me matriculei em outros cursos, os quais tinham como público-alvo os próprios norte-americanos. Cursos na área de informática. Mais especificamente, um curso completo de pacote Office. Logo pensei: e agora? Como vou conseguir acompanhar? O professor fala super rápido e os colegas de classe sabem que eu não sou nativo. Ah, pensei, ‘go the extra mile’Quem está na chuva é pra se molhar. E então fui. Nos primeiros dias era um simples rapaz latino-americano, sofrendo bullying dos nativos que falavam cada vez mais rápido para eu não entender e volta e meia soltavam algum palavrão, ou colocavam o pé para eu tropeçar. Enfim, inúmeros fatores que poderiam ter me desmotivado a não continuar o curso. Pois bem, lembrei de quando minha avó dizia: “Se não pode derrotar o inimigo, junte-se a ele”. Bem verdade que eles não eram meus inimigos, apenas estavam no território deles e eu ali como um intruso, ou ‘alien’, como costumavam chamar os estrangeiros naquele país. Já na segunda semana de curso o professor passou um trabalho o qual deveria ser realizado em grupo. Daí pensei: essa é a minha chance de me juntar a eles e mostrar-lhes que estava ali apenas para aprender um pouco e contribuir de alguma forma. Começamos a nos conhecer e descobri que entre os nativos haviam pessoas de outros países que também tinham passado pelo mesmo preconceito que eu. Logo que descobriram que eu era brasileiro começavam a perguntar sobre futebol, carnaval, samba, festas, praias e por aí vai. Resultado: tivemos um intercâmbio durante o curso de informática onde eu acabei dando aula particular de português para três colegas da turma que acabaram vindo ao Brasil durante a Copa do Mundo de 2014. A moral da história para mim, a qual compartilho com você: nunca desistir dos seus sonhos e objetivos independente das dificuldades que a vida ou as pessoas coloquem em seu caminho. Vamos seguir em frente e tornar os nossos sonhos em realidadePara chegar onde queremos temos que fazer o que for preciso, independente das adversidades que enfretemos.

Back to life, back to reality

Depois de dois anos decidi voltar para casa. A saudade já me consumia. Saudades da família e do Brasilzão. O que eu não imaginava é que na volta ao Brasil eu estaria mudando o mindset já adquirido naqueles dois anos na Califórnia. Não tinha como negar, era tudo muito diferente. Quando da minha chegada minha mãe me disse: “Bem vindo de volta! Aqui é o seu lugar. Seja muito feliz meu filho”. Eu fiquei emocionado ao ouvir isso e pensei: bem, preciso arregaçar as mangas e seguir em frente. Então vamos lá, tentarei ser breve. No ano de 2004 dei início ao curso de Sistemas de Informação, mas não cheguei a concluir o primeiro semestre. Pensei em fazer administração, mas fiquei só no pensar. Até que certo dia conversava com ela, adivinha quem? Ela mesma, que no início da minha jornada me levou passar aquela noite fria na fila, sete anos anteriormente. Mais uma vez, sagazmente, disse: “Por que você não une o útil ao agradável e vai dar aula de inglês particular”? Pensei comigo mesmo…aquela era uma ótima ideia, posso dar aula particular de inglês ensinando a brasileiros como aprender inglês, e porque não aproveito e me especializo? Pois bem, nesse momento decidi me matricular no curso de Letras Inglês. E lá estava o teacher Daniel buscando entender como funcionava o ensino de língua inglesa para brasileiros. Fui muito afortunado pois logo quando iniciei o curso pude trabalhar em escolas de idiomas em Brasília. Ao longo do curso passei por praticamente todos os métodos existentes na época, o que foi ótimo pois consegui capacitar centenas de brasileiros a falar inglês de forma prática e com excelentes resultados. E aí estava o grande diferencial do teacher Daniel. O fato de ter residido fora do Brasil e conseguir comunicar em inglês com segurança motivava os meus alunos a buscar a independência na língua inglesa. Mesmo sendo obrigado a seguir os métodos da instituição na qual eu lecionava, acrescentava algo a mais no método, que era a paixão em aprender, ensinar e compartilhar conhecimento através de técnicas e dicas de aprendizagem que eu havia aprendido enquanto nos EUA e também as aplicava no meu dia-a-dia, pois eu precisava manter o meu nível de fluência.

Não satisfeito e em busca de mais conhecimento para poder melhorar ainda mais, fiz minha matrícula em um curso de pós-graduação em tradução e interpretação de conferências. A partir desse curso consegui trabalhar com os dois idiomas (inglês e português) em uma jornada simplesmente brilhante. Até então trabalhava apenas com o ensino da língua inglesa. Durante o curso tivemos a oportunidade de conhecer e praticar diferentes nichos da tradução (legendagem, tradução e interpretação) as quais me fascinaram e mantiveram a minha motivação em alta. Após concluir a pós no ano de 2010, decidi então adicionar os serviços de tradução ao meu portfólio. Comecei realizando pequenos trabalhos como tradução de currículos e resumos (abstract) de trabalhos acadêmicos. Logo já estava realizando traduções para empresas e órgãos públicos. Os serviços de tradução mais realizados no momento são os de tradução de documentos, acompanhamento de estrangeiros no Brasil e de brasileiros no exterior à lazer e negócios. A partir daí um novo cenário começou a fazer parte da história do teacher Daniel. Viagens internacionais eram parte da minha rotina para acompanhar brasileiros no exterior que não falavam o inglês com segurança e não tinham tempo para aprender ou estudar.

Eu precisava voar mais alto, então no ano de 2015 decidi levar o ensino da língua inglesa para um próximo nível. Durante as minha viagens à Europa, pude perceber que praticamente todos com quem eu falava, mesmo aqueles que não eram nativos de países de língua inglesa, por exemplo, Rùssia, Dinamarca, Holanda, Alemanha, Itália, França, Espanha, Taiwan, Coreia, Japão, China, todos eles falavam inglês com segurança. Busquei então entender como eles conseguiam. O que eles faziam. Quando eu os perguntava, 99% diziam: “Bem, Daniel, eu vivo o inglês diariamente. E não tem como ser diferente pois o mundo inteiro fala inglês. Se eu não falar, vou perder inúmeras oportunidades e depois me arrepender”. Para tudo! Olha só o mindset deles.

Bom, diante disso busquei então entender como a mente humana funciona no que diz respeito ao aprendizado de idiomas. Resultado: no mesmo ano fiz a minha formação em coaching linguístico com a mestre e PHD Rachel Paling. Hoje sou um coach profissional que juntamente com as minhas habilidade e competências de docência e tradução, consigo libertar o inglês, ampliar os horizontes e quebrar paradigmas de todos os meus alunos.

Antes de concluirmos, talvez você esteja se perguntando, pronto, o teacher Daniel está realizado. Felizmente, ainda não. É isso mesmo, você leu corretamente. Felizmente ainda não estou 100% realizado. Eu percorri toda essa jornada por mim e por você, que assim como eu precisa falar inglês com segurança! Exatamente, você que não consegue falar inglês com segurança, tem trauma do inglês, precisa aumentar o seu vocabulário quer seja para a sua vida pessoal ou profissional. A minha missão é fazer com que você, que chegou até aqui, consiga ter mais segurança ao falar inglês, realize as provas e desafios que a vida te trouxer com sucesso, que você consiga se libertar dos métodos engessados que só querem ter você como capital de giro, e que obviamente, você consiga aproveitar ao máximo as oportunidades e momentos que a vida te oferece. A minha missão vai muito além. Quero mudar o seu mindset e consequentemente mudar a sua vida. Vem comigo!

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